Categoria: Críticas

Crítica I A Odisseia

Totalmente filmado com as enormes – e difíceis de trabalhar – câmeras IMAX 70mm, tive a oportunidade de ver antecipadamente na Cabine de Imprensa a mais nova produção do aclamado diretor Christopher Nolan, ‘A ODISSEIA’. Baseado no milenar poema de Homero, lendário poeta da Grécia antiga, ‘A ODISSEIA’ faz questão de manter o universo de mitos, deuses e heróis da obra original, contrapondo-se com o tom mais realista visto nos longas anteriores do cineasta. Agora, Nolan transformou a jornada de Odisseu (Matt Damon) em uma história sobre culpa, guerra e o desejo de voltar para casa, tudo isso auxiliado por uma magnifica fotografia e cenários práticos que de fato auxiliaram no desenrolar da narrativa. Existe uma linha tênue entre a liberdade criativa do diretor (e roteirista) com possíveis acenos para elementos da cultura woke, mas o fato é que o longa mesmo antes da sua estreia causou alguns protestos online notadamente por algumas escalações e mudanças de personagens que, segundo os críticos, teriam sido descaracterizados na adaptação de 2026. 

Temos que destacar a excelente química entre o casal principal de protagonistas onde Matt Damon (Odisseu) e Anne Hathaway (rainha Penélope) nos brindam com diálogos convincentes que tentam antever os problemas da separação que se avizinha pela necessidade de se iniciar – e finalizar – a tomada de Troia. O elenco de apoio está incrivelmente afinado e conta nomes e interpretações de peso com Charlize Theron (Calipso), Robert Pattinson (vilão Antínoo), Lupita Nyong’o (Helena de Troia) e Tom Holland (Telêmaco, o filho de Odisseu0), mas para mim quem de fato rouba a cena é o personagem cego Eumeu trazido à vida pelo sempre talentoso John Leguizamo que na trama se mostra um dos poucos amigos que se mantiveram fiéis na ausência de Odisseu (Matt Damon). Um pouco decepcionante foi a transposição do Rei Agamenon (Benny Safdie) que apesar de ter sido uma figura marcante nos trailers e estampar o cartaz principal do longa, não teve muito tempo de tela nem um maior aprofundamento em suas motivações e objetivos.

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Crítica I SUPERGIRL

O longa ‘Supergirl’ é o primeiro grande projeto para a telona onde o atual todo poderoso da DC Comics, James Gunn, cedeu a cadeira de diretor para outra pessoa, muito embora tenha se mantido na produção executiva. Na segunda-feira (22/06) tive a oportunidade de conferir na Cabine de Imprensa, data que escrevo a presente avaliação, apesar de embargada até quarta-feira (22). Depois do sucesso deSuperman já estava em desenvolvimento o filme que contaria a história de sua prima, Kara Zor-El, aqui interpretada pela talentosa Milly Alcock (House of The Dragon), que de fato se apresenta como o maior acerto do projeto e que esteve recentemente no Brasil em sua turnê de divulgação do filme.

Desde a pequena participação de Supergirl nos pós-créditos de ‘Superman’ nos foi apresentada uma personagem atormentada pelo seu passado de grandes perdas onde tenta afogar suas mágoas e traumas em bares pela galáxia irradiados por um Sol Vermelho o que possibilita se submeter aos afeitos do álcool. Esse tom obviamente foi mantido em seu longa próprio e agora foi adicionado uma co-protagonista Ruthye (Eve Ridley) em uma bela química entre as atrizes durante todos os atos.

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Crítica I Mortal Kombat II

Bastante criticado na época, o longa ‘Mortal Kombat’ (2021 – idem) não apresentou as lutas em um contexto do famoso Torneio e com exceção de Hiroyuki Sanada (série de TV ‘Shōgun’) no papel de Scorpion, o elenco não trazia grandes nomes nem tampouco estreantes com interpretações marcantes. Vale salientar que naquela ocasião já existia a intenção de se criar uma franquia tendo em vista que o corroteirista Greg Russo havia dito ao Collider que via o reboot como uma trilogia, com o primeiro filme ocorrendo antes do torneio, o segundo durante o torneio e o terceiro pós-torneio. Baseado na excelente e famosa série de videogames, os personagens criados por Ed Boon (que faz uma ponta na sequência como barman) em 1992, tiveram sua estreia nos arcades e depois da falência da Midway Games, a produção de Mortal Kombat foi adquirida pela Warner Bros. Games – com o desenvolvimento da NetherRealm Studios – os jogos da franquia foram lançados para várias plataformas como PlayStation, X-box e PC, possibilitando sua distribuição mundial. Os fãs de adaptação de games e filmes de ação já podem comemorar pois ‘Mortal Kombat II’ vem cheio de ação, personagens novos e claro, agora trazendo as lutas mortais no Torneio que tornou os jogos tão icônicos e amados notadamente pela frase ‘Finish Him (ou “Finish Her”) que sinaliza a oportunidade de realizar um sangrento ‘Fatality’.

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Crítica I Michael

Nas guerras a cavalo da antiguidade era melhor ter já um grande cavaleiro e ensiná-lo a atirar com arco e flecha ou já conseguir um grande arqueiro e lhe ensinar a cavalgar? Em Hollywood quando se trata de biografias esse dilema se apresenta na forma de já ter um bom ator e torná-lo razoavelmente semelhante fisicamente com o personagem ou obter alguém bem parecido com a pessoa biografada e treina-lo como ator? No cinema, historicamente, optou-se em priorizar o ator – como no caso do vencedor do Oscar Rami Malek que ganhou Melhor Ator porBohemian Rhapsody‘ – entretanto, em ‘Michael’ (idem – 2026) a coisa se deu arriscadamente ao inverso. Sim, na biografia do Rei do Pop foi escolhido para interpreta-lo o seu sobrinho, Jaafar Jackson, que apesar de enorme semelhança com o astro e ser um  excelente dançarino, não possui qualquer experiencia artística dramática até esse momento. Aposta arriscada, mas o jovem ator deu conta do aguardado trabalho com o tempo que possuía e claro, encarnou como ninguém seu falecido tio nos momentos de danças como poucas pessoas no mundo conseguiriam. 

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Crítica I Predador: Terras Selvagens

Recentemente tivemos novas tentativas – muito bem sucedidas – de se expandir o universo do Predador, primeiramente com o excelente ‘O Predador: A Caçada’ (Prey – 2022) e nesse ano a maravilhosa animação ‘Predador: Assassino de Assassinos‘ (Predator: Killer Of Killers – 2025), ambos imperdíveis e que somente chegaram diretamente às plataformas de streaming. O responsável por essas novas empreitadas do personagem é o diretor e roteirista Dan Trachtenberg, apaixonado por esse universo e que entrega o que os fãs desejam: novos elementos na franquia mas respeitando-se sempre o material de origem. Agora em 2025, o promissor diretor nos brinda com o aguardado ‘Predador: Terras Selvagens’, onde pela primeira vez o caçador alienígena será de fato o protagonista da trama, lutando pela sua sobrevivência em um planeta extremamente hostil. O personagem Deck (Dimitrius Schuster-Koloamatang), inicialmente rejeitado pelo seu clã por ser considerado fraco, tem que provar seu valor no planeta Genna, local onde todos os Predadores anteriores não sobreviveram, contando para isso com a ajuda de uma androide, personagem da excelente Elle Fanning (Malévola: Dona do Mal – 2019).

Essa narrativa é simples e fica clara nos primeiros minutos do ato um e possivelmente pela aquisição da Fox pela Disney, existe um componente maior de humor que não chega a estragar a atmosfera de perigo constante ainda mais se levarmos em conta as frases de efeito ditas por Schwarzenegger no longa original de 1987. O design de produção e o CGI – assinado pela icônica Weta Digital – que criaram a vegetação e animais do planeta Genna são fantásticos e talvez por não trazerem aqueles exageros de Pandora do filme ‘Avatar’ (idem – 2099) o telespectador ache mais plausível haver de fato um local como aquele. Durante toda a projeção o longa se firma na dinâmica em tela da android Thia (Elle Fanning) e Deck (Dimitrius Schuster-Koloamatang), onde o segundo vai aos poucos reconhecendo o valor da ajuda ofertada por aquela máquina humanoide.

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Crítica I Tron: Ares

A carneira do premiado ator Jeff Bridges praticamente se iniciou em ‘Tron: Uma Odisseia Eletrônica’ (Tron – 1982), através do estúdio Walt Disney Pictures o qual foi de fato o pioneiro da utilização de efeitos especiais no cinema. Naquela década, ao passo que nascia o fascínio real com as novas tecnologias, vinha também o medo de alguns que ela se voltasse contra a humanidade – o que se perpetua até hoje – e isso era uma mina de ouro para histórias em Hollywood, com veríamos também em ‘O Exterminador do Futuro’ (Terminator) de 1984. Por ironia do destino – ou não – atualmente nos deparamos com os mesmos questionamentos tendo em vista a implementação recente da Inteligência Artificial (IA) em nossa sociedade e suas possibilidades infinitas. Em 2010 a Disney lançou o excelente ‘Tron: O Legado’ (Tron: Legacy – 2010) que na época não fez grande sucesso, mas que atualmente encontra-se no caminho de se tornar um clássico do gênero pois entregou uma boa história e efeitos especiais até hoje muito referenciados.

Após 15 anos daquela continuação, finalmente recebemos ‘Tron Ares’ com a promessa de continuar a saga eletrônica, mas agora com um excelente diferencial: as criações digitais agora podem ser vistas em nosso mundo! Sim, através de lasers avançados que simulam uma impressão 3D high tech os vilões podem agora trazer para o mundo real qualquer criação digital, pena que somente por com uma expectativa de existência de 29 minutos. O roteiro baseia-se justamente na busca de um programa que faça essas criações durarem permanentemente e isso é a mola propulsora da trama de ‘Tron Ares’. Tivemos a oportunidade de conferimos o filme na cabine de imprensa disponibilizada pela Disney apenas um dia antes da estreia no circuito nacional e nesse terceiro capítulo a palheta de cor escolhida foi a Vermelha – em substituição ao Azul visto em ‘Tron: O Legado’ – e em termos de marketing o filme fez bonito em toda première mundialmente com grande destaque as motocicletas de luz chamadas de Lightcycles agora sendo criadas de verdade e expostas nessas ocasiões. O papel título ficou a cargo de Jared Leto (Morbius – 2022), um programa master que habita o a realidade virtual GRID e que em determinada situação rebela-se contra as ordens humanas de seu criador e passa a tomar decisões segundo a sua vontade.

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Crítica I Coração de Lutador

Quando não existia ainda o famoso UFC nos moldes atuais, os campeonatos de luta pelo Brasil chamavam-se Vale Tudo e sim, seus participantes lutavam várias vezes na mesma noite do evento o que seria impensável atualmente. No final da década de 90, mais precisamente em 1997, despontava como promissor lutador americano chamado de Mark Kerr (Dwayne Johnson), apelidado por uma revista brasileira de ‘The Smashing Machine’ ou Máquina de Esmagar. Durante sua carreira no MMA, Kerr foi bicampeão no UFC XIV e XV, campeão do World Vale Tudo Championship 3, realizado no Brasil, entretanto, sem ter tido muita sorte no Pride FC – realizado no Japão – onde amargou duas devastadoras derrotas. 

Nascido em Ohio, em 21 de dezembro de 1968, Mark Kerr, desde sua juventude, era um grande fã de wrestling profissional — a popular luta livre. Após se formar no colégio, ingressou no wrestling universitário pela Syracuse University, quando alçou voos maiores: virando o campeão da Divisão 1 da NCAA (National Collegiate Athletic Association) e garantiu o status de All-American em 1992 ao derrotar Randy Couture — outra futura lenda do UFC. O longa retrata o período entre os anos de 1997 e 2.000 o que se mostra um grande acerto inicial pois abordar longas décadas na biografia de alguém é sempre mais complexo e geralmente os objetivos não são alcançados.

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Crítica I SUPERMAN

Disponibilizado para cabine de imprensa para os críticos do Brasil hoje, dia 8 de julho, ‘SUPERMAN’ finalmente chegará aos cinemas nacionais em 10 de julho, um dia antes da estreia norte-americana. Contextualizando o esperado longa, ele inaugura o início do Universo DC (DCU) reinicializado pelos novos CEOs do DC Studios, James Gunn e Peter Safran onde o primeiro assinou tanto o roteiro como a direção do filme, trazendo para si toda a responsabilidade de sucesso (ou não) desse projeto. Gunn, ao exemplo da escalação de Christopher Reeve em 1978 no irretocável ‘Superman: O Filme’ (Superman: The Movie – 1978) – numa acirrada disputa – optou por escolher o então desconhecido David Corenswet para o papel título o qual se tornou o primeiro ator judeu a encarnar o Homem de Aço desde sua criação em 1938. Para o par romântico foi escalada a bela e talentosa Rachel Brosnahan, demonstrando grande química com Corenswet mas quem rouba a cena é mesmo o ator Nicholas Hoult como Lex Luthor, mostrando na telona trejeitos e sadismos jamais vistos no vilão até o momento. Não podemos esquecer do ator Edi Gathegi que faz com competência o Sr. Incrível, interagindo bastante durante todo o longa tanto com Lois Lane como o Superman.

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Crítica | Jurassic World: Recomeço

Pelo título ‘Jurassic World: Recomeço’ já identificamos – sem muito esforço – que a intenção dos produtores seria a de iniciar uma nova franquia, entretanto, eles têm que ‘combinar’ isso com a audiência para esta fazer a sua parte através de uma boa bilheteria que viabilize financeiramente tais continuações. O roteiro já inicia com um funcionário de uma grande corporação desejando recrutar uma equipe para ir a ilha que serviu de centro de pesquisas para o longa original Jurassic Park, muito embora atualmente ela seja habitada pelas espécies deixadas para trás , tornando-se um local proibido de visitação pelas autoridades mundiais. Nesse contexto surge Zora Bennett, personagem de Scarlett Johansson – visivelmente longe da boa forma física exibida em ‘Viúva Negra’ e ‘A Vigilante do Amanhã: Ghost in the Shell’ – que interpreta uma ex-militar de Operações Especiais que informalmente passa a liderar aquela equipe que vai em busca de amostras de DNA de dinossauros para a cura de várias doenças, lucrando muito com isso. Todos os estereótipos estão lá, pois vemos o contratante que apenas visa lucrar com os medicamentos, os mocinhos que aceitam a missão, mas depois decidem por algo mais nobre e finalmente uma família de civis que aparece no meio do caminho que faz o papel do telespectador.

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Crítica | Missão: Impossível – O Acerto Final

Filmado totalmente no formato IMAX e obviamente recomendado ser apreciado em salas – se disponível – nesse formato, conferi antecipadamente na cabine de imprensa o aguardado ‘Missão Impossível: O Acerto Final’, a mais nova aventura do incansável Tom Cruise. Em sua oitava empreitada no cinema, a famosa franquia derivada da série de televisão do mesmo nome, teve seu início em 1986, e nos primeiros longas havia uma rotatividade de diretores e visões diferentes a cada nova produção. Foi em 2015, que o diretor Christopher McQuarrie lançou seu terceiro longa-metragem de direção, ‘Missão: Impossível – Nação Secreta’ (Mission Impossible: Rogue Nation – 2015), o quinto filme da série Missão Impossível e desde lá passou a dirigir todos as demais sequencias até o momento, em uma colaboração continuada e de sucesso com Cruise. O roteiro de ‘Missão Impossível: O Acerto Final’ faz alguns flashbacks explicativos – e até exagerados – para certamente contextualizar o público que não assistiu ao também excelente Missão: Impossível – Acerto De Contas Parte I (Mission: Impossible – Dead Reckoning Part One – 2023). Inclusive, importante lembrar, que em uma decisão recente de marketing, o estúdio optou por alterar recentemente o subtítulo do filme atual, suprimindo o termo ‘Parte II’ por ‘Acerto Final’, para não perder o público eventual que prefere um longa que não dependa, necessariamente, de outro anterior.

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Crítica I Thunderbolts*

Encerrando a Fase 5 do Universo Cinematográfico da Marvel.‘Thunderbolts*’ é um filme de trabalho em equipe e redenção. Com apenas três dias da estreia mundial, a equipe de marketing revelou o que o asterisco no título significava: mudaram o nome do filme para OS NOVOS VINGADORES (The New Avengers). É fato que as últimas produções da Marvel não agradaram o público e o estúdio nesse final da fase 5 apostou justamente numa linha secundária de heróis para reverter esse cenário. Sim, antes de mais nada, ‘Thunderbolts*’ é um filme corajoso no qual muita coisa poderia dar (mais) errado, mas felizmente – mesmo sofrendo com a paralisação das filmagens pela greve dos roteiristas – o longa é uma excelente diversão sem ter que abordar os assuntos multiversais. O enredo traz uma trama mais contida e restrita a uma localidade, sem abordar outros continentes e/ou universos e essa problemática mais contida foi de cara o maior acerto do filme. Mas não se engane, o longa pertence a irmã da Viúva Negra, Yelena Belova, interpretada por Florence Pugh, aqui mais a vontade no papel da assassina e espiã com seu sotaque russo que não convence, mas levando a narrativa de forma competente. O restante da equipe é formado por John Walker (Wyatt Russell), Fantasma (Hannah John-Kamen), Treinadora (Olga Kurylenko), Bucky Barnes (Sebastian Stan) e Guardião Vermelho (David Harbour) que desesperadamente tentam parar o vilão superpoderoso, Sentinela (Lewis Pullman). A curiosidade é que o personagem de Lewis Pullman antes de ter noção dos seus poderes chama-se Bob, mesmo nome de seu personagem que o lançou ao estrelato em Top Gun: Maverick‘. 

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Crítica I O Contador 2

Lançado em 2016 de forma morna, ‘O Contador’ (The Accountant – 2016) trouxe uma excelente trama que aos poucos foi sendo descoberto pelo público o qual passou a demandar em várias mídias uma sequência que explorasse mais sobre a vida do personagem Christian Wolff. Bancado majoritariamente pelo estúdio Amazon MGM Studios – resultado da fusão entre a Amazon Studios e a Metro-Goldwyn-Mayer em 2023 – ‘O Contador 2’ chega às telonas agora em abril de 2025 o qual tive a oportunidade de conferir antecipadamente em uma aguardada cabine de imprensa pois já era grande apreciador do original. O enredo da continuação leva em conta cronologicamente os 8 (oito) anos que separaram os filmes onde na telona é dito que os irmãos Christian Wolff (Ben Affleck) e Braxton (Jon Bernthal) ficaram sem se ver após os complexos acontecimentos do filme original. Agora é possível nos aprofundarmos na relação dos irmãos já adultos e isso se apresenta como o ponto alto do filme onde o roteirista se aproveita desses momentos para incluir situações de humor na medida certa.

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Crítica | Ameaça no Ar

O novo filme dirigido por Mel Gibson de ‘Coração Valente’ (Braveheart – 1995) que marca seu retorno a direção desde o longa ‘Até o Último Homem’ de 2016, traz Mark Wahlberg agora como o vilão, surpresa novamente estragada pelos famigerados trailers reveladores. O enredo é simples, onde uma policial escolta um prisioneiro capturado (Topher Grace que fez o primeiro Venom no último longa da trilogia original do Homem-Aranha) em uma pequena aeronave pilotada por Daryl (Mark Wahlberg). Tudo parecia estar bem nessa viagem que atravessaria o Alasca, mas em pleno voo o piloto mostra quem realmente é e a luta por sobrevivência nas alturas se inicia entre os três passageiros. O interessante é que Gibson e Wahlberg já haviam atuado juntos no longa ‘Pai em Dose Dupla 2’ (Daddy’s Home 2 – 2017) e também em ‘Luta pela Fé: A História do Padre Stu’ (Father Stu: Reborn – 2022), mas esta é a primeira vez que Gibson dirige o colega.

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Crítica I Nosferatu

O longa ‘Nosferatu’ é uma refilmagem do original do mesmo nome lançado ainda em 1922 que se tornou um clássico do gênero. Agora, Robert Eggers (O Farol, O Homem do Norte) diretor que também assina o roteiro, nos brinda com essa nova abordagem contemporânea que de longe apresenta-se como seu melhor trabalho até o momento. A história se passa na Alemanha do século XVIII, onde um jovem casal é perseguido por uma entidade maligna que tem uma antiga ligação com a esposa de Thomas (Nicholas Hoult) não medindo esforços nem recursos para possuí-la de todas as formas. A talentosa atriz Lily-Rose Depp interpreta a esposa convencendo nas cenas de possessão e curiosamente o papel do vampiro Conde Orlok foi dado ao ator Bill Skarsgard, famoso mundialmente por interpretar o palhaço Pennywise, nos filmes ‘IT-A Coisa’. O elenco de apoio ainda conta com o versátil Willem Dafoe, se divertindo muito ao interpretar um professor/cientista que auxilia o casal perseguido muito embora o mesmo ator tenha, ironicamente, interpretado um vampiro em ‘A Sombra do Vampiro’ (Shadow of the Vampire – 2000) em um papel escrito na ocasião especialmente para ele.

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Crítica | Venom: A Última Rodada

Depois de Venom’ (idem -2018) e posteriormente, Venom: Tempo de Carnificina (Venom: Let It Be Carnage – 2021) a Sony Pictures achou por bem realizar um fechamento dessa trilogia com ‘Venom: A Última Rodada’ o qual vi na cabine de imprensa apenas um dia antes da estreia nacional do longa; péssimo sinal. Sem esperar muito da produção – justamente pelo o que foi entregue nos primeiros longas -, ‘Venom: A Última Rodada’ agora é dirigido por uma mulher, Kelly Marcel, que também assina o roteiro ao lado do astro, Tom Hardy. Nesse terceiro capítulo, vemos um Eddie Brock (Tom Hardy) de volta ao seu universo, mas tendo que fugir de tudo e todos ao passo que também tem que lidar com uma nova ameaça simbiótica a qual necessita de algo que os protagonistas possuem para ter sua liberdade de um calabouço espacial. Nesse contexto, somos rapidamente apresentados ao vilão Knull que é justamente o criador de todos os simbióticos e ao que parece será um futuro vilão da Marvel nos vindouros Homem-Aranha 4 ou Vingadores 5 (Avengers: Doomsday); difícil afirmar com certeza nesse momento. ‘Venom: A Última Rodada’ é o melhor dos três, embora ainda seja incrivelmente medíocre e fico imaginando o que um dos criadores do personagem, Todd McFarlane – que também criou Spawn – sentiu ao se deparar com longas tão fracos baseados num anti-herói tão famoso e querido por todos como Venom. Ao menos dessa vez o ‘fizeram grande’ como o criador havia pedido inicialmente para evitar o fiasco e a péssima encarnação do personagem no terceiro filme da trilogia original do Homem-Aranha interpretado naquela ocasião pelo ator Topher Grace.

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