Categoria: Críticas

Crítica | Coringa

O vilão Coringa é tão conhecido do público quanto o próprio Batman, já que ambos comemoraram 80 anos de existência em 2019, sem contar o fato de que todo grande herói necessita invariavelmente de um complexo antagonista para que se justifique sua existência. Desde o início do discreto projeto (custou ‘apenas’ U$ 55 milhões) a Warner Bros. não deixou claro onde esse universo se passaria pois a empresa já havia estabelecido um Coringa em ‘Esquadrão Suicida’ (Suicide Squad – 2016) interpretado por Jared Leto, inclusive o ator havia sido, nas notícias iniciais da época, cogitado para esse filme solo. Bom, tudo isso é história, pois quem ficou mesmo com o papel foi o ator Joaquin Phoenix, conhecido do grande público pelo vilão Cômodo em ‘Gladiador’ (Gladiator – 2000) dirigido por Ridley Scott. Depois de assistirmos a ‘Coringa’ percebemos que o filme do diretor Todd Phillips obviamente possui vários elementos que o ligam ao universo do Batman, entretanto, fica claro que o longa foi concebido originalmente para funcionar desvinculado de qualquer franquia já estabelecida ou mesmo futura. Não podemos, contudo, descartar a possibilidade futura do estúdio criar um vínculo (desnecessário ao meu ver) com o vindouro ‘The Batman’ estrelado pelo ex-vampirinho de ‘Crepúsculo’ (Twilight – 2008), Robert Pattinson e dirigido por Matt Reeves o qual tem estreia prevista para meados de 2021.

Logo no início de ‘Coringa’ vemos um Arthur Fleck (Joaquin Phoenix) em frente a um espelho durante a maquiagem de palhaço tentando forçosamente arrancar um sorriso de seu semblante que insiste em mostrar a estado real do personagem, triste e solitário. Comprovamos de imediato toda a entrega de Phoenix ao icônico papel que já teve Jack Nicholson e Heath Ledger (ganhando o Oscar póstumo de melhor ator coadjuvante em 2009) interpretando o sádico e desajustado vilão. O roteiro nos brinda com uma história de origem onde acompanhamos o nascimento do vilão o qual é fruto de uma infância de abusos e privações onde o personagem, já adulto, possui consciência de seu frágil estado mental, obrigando-o a tomar pesados medicamentos diariamente. O fracassado comediante Arthur Fleck está em busca de seu lugar na sociedade ao passo que cuida de uma mãe idosa e com problemas mentais além de ter que igualmente lidar com os constrangimentos que seu ‘distúrbio de riso’ o obrigam a passar rotineiramente. 

(Leia Mais…)

Crítica | Rambo 5: Até o Fim

Estamos realmente vivendo uma época de revitalização de antigas franquias, ora com sequencias, ora com os famosos e nem sempre bem-sucedidos reboots. Para falarmos de forma isenta de ‘Rambo 5: Até o Fim’, tenho que isolar o meu lado de fã pois acompanho a franquia desde seu início com 1982 com ‘Rambo: Programado para Matar’ (Rambo: First Blood) tendo como coleção inclusive todas as facas utilizadas pelo personagem ao longo dos anos. Em relação ao título do primeiro filme o irônico é que o famoso herói de guerra mata somente um policial o qual inclusive cai de um helicóptero onde o piloto é acertado com uma pedra arremessada por John Rambo somente para se defender. Depois de ‘Rambo IV’ (2008) onde Stallone roteirizou, dirigiu e estrelou o longa, o público cativo da franquia acreditava que nunca mais veria um novo capítulo, mas todos estavam enganados pois agora em setembro de 2019, ‘Rambo 5: Até o Fim’ (Rambo: Last Blood) chegou às telonas. De cara, vemos que o título original em inglês faz referência ao título do longa original criando o contraponto em ‘FIRST’ e ‘LAST’ sendo o primeiro tirado literalmente da obra ‘First Blood’ (1972) do escritor ainda vivo David Morrell. Em ‘Rambo 5: Até o Fim’, o protagonista parece ter encontrado sua paz em uma fazenda no Arizona devidamente mostrada no filme anterior e podemos dizer que o primeiro ato do longa se assemelha na realidade a um drama.

Quem assistiu ao excelente faroeste ‘Os Imperdoáveis’ (Unforgiven – 1992) estrelado e dirigido por Clint Eastwood pode encontrar algum paralelo entre as duas tramas onde o anti-herói aposentado é trazido de volta a ação por imposição de certas circunstancias. O enredo de ‘Rambo 5: Até o Fim’ é raso e os trailers de divulgação (sempre eles) tratam mesmo de entregar toda a história antecipadamente se apresentando como ‘spoilers oficiais’ da película. Agora, John Rambo encara em seu descanso uma figura paterna para uma jovem a qual durante uma busca pelo seu pai biológico no México é raptada por uma quadrilha de criminosos que lucram com o tráfego e prostituição de mulheres. O grande diferencial do fraco roteiro e que confere ao longa mais dramaticidade é o fato de que diferentemente de muitos outros filmes onde o herói vai em busca da garota raptada para a exploração sexual, chegando sempre a tempo antes de que qualquer ato forçado seja consumado (vide Liam Neeson no primeiro ‘Busca Implacável’). 

(Leia Mais…)

Crítica | Homem-Aranha: Longe de Casa

E finalmente chegamos ao final da Fase 3 da Marvel! Sim, essa fase não teve seu desfecho, como muitos pensavam, com o excelente ‘’Vingadores: Ultimato’ mas agora com ‘Homem-Aranha: Longe de Casa’. O todo poderoso da Marvel Studios, Kevin Feige já havia relatado que gostaria de fechar essa fase com o Herói da Vizinhança pois a relação entre Peter Parker (Tom Holland) e Tony Stark (Robert Downey Jr.) era muito sólida e merecia um desfecho onde o primeiro pudesse provar que poderia seguir adiante sem a presença de seu querido mentor. O longa se passa logo após o retorno das pessoas desaparecidas com o estalo do Thanos, aqui chamado de blip, onde com humor vemos indivíduos ausentes por 5 (cinco) anos tendo que se adaptar a nova convivência com parentes e amigos pois os recém chegados não envelheceram durante esse período. Tom Holland atualmente com 23 anos está muito a vontade em seu papel dos sonhos interpretando um jovem de apenas 16, agora nos entregado um Peter que deseja levar uma vida normal com amigos e seu interesse amoroso ao passo que sente muita pressão em carregar o legado de seu tutor que deixa um artefato muito poderoso aos cuidados do personagem.

Nesse contexto de proposital incompatibilidade entre o prazer e o dever trazida pelo roteiro, vemos a chegada de Mistério (Jake Gyllenhaal) que logo de início impressiona positivamente o protagonista, mas como todos já sabem pelos quadrinhos e cartoons, irá se revelar o grande vilão de ‘Homem-Aranha: Longe de Casa’. Podemos dizer sem sobra de dúvida que Gyllenhaal nos brinda com o melhor vilão de todos os filmes do Homem-Aranha, com grandes motivações e um intrigante carisma, marca dos melhores antagonistas vistos na telona. Quem ganha bem mais tempo em cena é a atriz-modelo Zendaya que faz uma MJ sarcástica mas genérica, talvez devido a sua pouca experiência em Hollywood mas que, pasmem, motiva grande parte das decisões do protagonista na trama. Tecnicamente, ‘Homem-Aranha: Longe de Casa’ e bastante competente e manter o diretor do primeiro longa, Jon Watts, se mostrou uma decisão acertada. O CGI é irretocável com destaque a uma cena de luta entre o Homem-Aranha e Mistério em um ambiente de ilusões, tirada praticamente dos desenhos animados, aqui recriada magistralmente. O filme traz uma infinidade de referências, inclusive homenageia o longa original dirigido por Sam Raimi (Homem-Aranha – 2002) em famosa e bem mais realista cena onde o casal principal passeia de teia pelos prédios da cidade. 

(Leia Mais…)

Crítica | X-Men: Fênix Negra

Tudo o que é bom um dia acaba. Talvez o grande público não saiba, até porque propositadamente o marketing envolvendo o longa não tivesse essa prioridade, mas ‘X-Men: Fênix Negra’ é o último filme dos mutantes com essa formação. Com a compra da Fox pela Disney certamente os mutantes em um futuro próximo (ou não) ganharão novos filmes, entretanto com uma novíssima formação e com um elenco totalmente novo incorporando heróis já conhecidos. Será desconcertante vermos o Wolverine, entre outros, ser interpretado por um ator que não seja o competente Hugh Jackman mas como é sabido, o personagem é sempre maior que o ator que o interpreta pois o primeiro não envelhece e nem adoece e tampouco pode deixar ‘órfão’ uma legião de novos fãs a cada geração. Mas fiquem tranquilos, que esse ‘desfecho’ fez bonito na telona em uma franquia que reconhecemos, teve seus altos e baixos além de uma já sabida timeline (cronologia) já há muito tempo incrivelmente bagunçada.  ‘X-Men: Fênix Negra’ se passa em 1992 onde os mutantes ‘trabalham’ em parceria inédita com o governo norte-americano tendo se passado 10 (dez) anos após os eventos do fraco ‘X-Men: Apocalipse’ (X-Men: Apocalypse – 2016). Logo no início do filme já temos uma incrível sequência de ação no espaço onde o Presidente dos EUA pede ajuda aos X-Men para resgatar astronautas em uma missão espacial que deu muito errado, ocasião que já vemos um excelente trabalho coordenado da equipe onde cada um contribuiu acertadamente com seu poder sob a supervisão da agora líder, Mística, em interpretação pouco inspirada de Jennifer Lawrence.

A partir daí, o roteiro adapta a famosa saga da Fênix Negra, já bem explorada nas HQs e no excelente desenho animado (cartoon) da década de 90 o qual teve um total de 76 (maravilhosos) episódios. A narrativa, infelizmente, ainda mantém os erros de continuidade da franquia pois certos personagens que morrem, são vistos nos filmes que se passam em décadas posteriores, mas falhas de continuidade a parte, o roteiro inova em nos mostrar um Charles Xavier (James McAvoy) agora vaidoso e que por vezes coloca em risco a equipe para manter uma boa imagem perante o governo dos EUA. O roteiro ainda desperdiça o talento do excelente Michael Fassbender que nos entrega um Magneto que, novamente, começa como antagonista e no decorrer da trama se arrepende e passa a trabalhar junto com os mutantes; uma pena. Mas certamente a grande adição do elenco é mesmo Jessica Chastain que se esforça dentro de um mediano roteiro para entregar uma vilã com motivações bem claras e sem grandes reviravoltas, liderando um ‘sem sal’ grupo de descartáveis e genéricos alienígenas.

(Leia Mais…)

Crítica | Rocketman

Se em 2018 o filme biográfico da banda Queen, ‘Bohemian Rhapsody’ fez enorme sucesso, inclusive dando a Rami Malek o Oscar de melhor ator, agora em 2019 a biografia musical de Elton John, ‘Rocketman’ aposta em um tom mais adulto e bem mais realista ao retratar a vida do icônico pop star. Essa abordagem, sem as criticadas suavizações ocorridas na vida de Freddie Mercury, – com o perdão dessas inevitáveis comparações – ocorreu justamente em um longa assumidamente musical em que a cada 15 min. alterna diálogos e cenas de danças embaladas por canções com as vozes dos próprios atores participantes. A mistura entre a fantasia dos clips musicais com a realidade das cenas fortes de homossexualismo e abuso de bebidas e drogas do personagem principal foram muito bem conduzidas pelo diretor Dexter Fletcher que já tinha trabalhado com o ator Taron Egerton em ‘Voando Alto’ (Eddie the Eagle – 2015). Outra curiosidade que liga as duas biografias recentes é que o diretor Dexter Fletcher finalizou, ainda que não creditado pelas regras da associação de roteiristas de Hollywood, o longa ‘Bohemian Rhapsody’ após a demissão de Bryan Singer por diferenças criativas (sempre elas).

Por falar em Taron Egerton (Elton John), o ator, auxiliado pelo belo figurino da produção, soube incorporar todos os trejeitos de Elton John com perfeição apesar de, particularmente, achar que a interpretação não chegue a render maiores prêmios ao jovem e promissor talento. ‘Rocketman’ acompanha, através de flasbacks, a vida do cantor desde sua infância onde naquela idade já se destacava pelo enorme talento no piano o que no futuro seria justamente seu grande diferencial. Problemas familiares são muito bem retratados, seja pelo distanciamento e indiferença (até depois do sucesso do filho) de seu pai através de uma grande performance do ator Steven Mackintosh, como de sua mãe, onde vemos uma Bryce Dallas Howard com vários quilos a mais sem qualquer auxílio de próteses, maquiagens ou mesmo CGI.

(Leia Mais…)

Crítica | Brightburn: Filho das Trevas

E se alguém com os poderes similares ao do Superman fosse ‘do mal’? Basicamente essa é a premissa do longa ‘Brightburn: Filho das Trevas’ (Brightburn – 2019) que estreia agora dia 23 de maio de 2019 nacionalmente. O longa, que teve um baixíssimo orçamento de U$ 7 milhões para o padrão de Hollywood, também está sofrendo no Brasil com sua discreta campanha de divulgação (quase inexistente) além de que certamente será igualmente prejudicado pelo péssimo subtítulo recebido em terras alencarinas: ‘Filho das Trevas’. O grande público que não teve acesso aos trailers será inevitavelmente induzido a pensar que se trata de um filme essencialmente de Terror ao estilo ‘A Freira‘ (The Nun – 2018) e que destoa muito da proposta da produção. Agora, também cabe esclarecer que tecnicamente não se trata do ‘Superman do mal’ e sim, do que poderíamos chamar por convenção de Superboy (sem a produção jamais assumir as semelhanças) pois é um garoto de 12 anos de idade que protagoniza a narrativa. O filme começa mostrando a história já bem conhecida de todos onde um casal sem filhos presencia em sua fazenda uma pequena nave espacial ‘aterrissando’ com um bebê em seu interior o qual é adotado imediatamente por eles.

Nos primeiros anos tudo se desenrola normalmente mas quando o garoto Brandon Breyer (Jackson Dunn, ator que fez uma ponta em Vingadores: Ultimato) chega a puberdade, seu lado, digamos, ‘do mal’, aflora e tudo começa a desandar tanto para a família como para aquela pequena comunidade de Brightburn, Kansas. Estranhamente os pais da criança alienígena (e a comunidade em geral) só percebem algo realmente de estranho em seu filho a partir da pré-adolescência como se ser detentor de extraordinárias habilidades fosse algo fácil de se ocultar. Uma criança contrariada possuindo super força iria revidar violentamente em várias ocasiões além de que uma simples injeção seria impossível de ser administrada. O roteiro de Brian e Mark Gunn (irmão e primo do famoso James Gunn) é medíocre e apressado ao extremo onde os diálogos entre os pais do garoto, Mr. Breyer (David Denman) e Tori Breyer (Elizabeth Banks) são recheados de clichês onde basicamente a conversa gira em torno da aceitação e/ou negação dos atributos sobrenaturais do seu filho.

(Leia Mais…)

Crítica | John Wick 3: Parabellum

Depois dos excelentes ‘John Wick: De Volta Ao Jogo’ (John Wick – 2014) e ‘John Wick: Um Novo Dia Para Matar’ (John Wick: Chapter Two – 2017) o público estava ávido pele terceiro capítulo e agora em 2019 essa ansiedade foi saciada com ‘John Wick 3: Parabellum’. O longa inicia exatamente após os eventos do segundo capítulo (razão pela qual jamais assista a essa  sequencia sem ter visto os anteriores) e agora seguimos o anti-herói com a cabeça a prêmio pela Alta Cúpula e perseguido por todos os assassinos do mundo sem qualquer ajuda e regalias da rede de Hotéis Continental. John Wick (Keanu Reeves) está EXCOMUNGADO que na sociedade secreta indica que ele quebrou uma das duas regras básicas: executou alguém dentro do terreno neutro de algum Hotel Continental. A direção é do ‘novato’ mas competente Chad Stahelski que também dirigiu os dois primeiros e que na época de Matrix trabalhou como dublê com o ator principal e talvez por isso as cenas de ação sejam tão bem executadas e realistas em toda a franquia.

E por falar nisso, temos as cenas de ação realmente elevando o nível do cinema pois certamente serão referências para outras produções no futuro além de que em Parabellum (o que significa: Prepara-se para a guerra) elas nunca se repetem. Nesse contexto de extrema ação é bem verdade que falta tempo para um maior desenvolvimento de alguns personagens e isso fragiliza o roteiro, mas foi essa a opção do roteirista Derek Kolstad e que vai agradar ao grande público. Confesso que senti bastante a falta no terceiro filme tanto do excelente ator John Leguizamo (dono de oficina Aurélio) como também do ator Common (assassino Cassian), este último que realizou a memorável luta no metrô em ‘John Wick: Um Novo Dia Para Matar’ onde o anti-herói o deixa vivo com uma faca cravada em seu tórax. Tirando as imperdoáveis ausências anteriores no elenco, Parabellum nos brinda com uma bem maior participação do recepcionista do Hotel Continental, Charon (Lance Reddick) onde agora, para a alegria dos fãs, ele parte para a pancadaria pegando em armas e fazendo realmente a diferença.

(Leia Mais…)

Crítica | Vingadores: Ultimato

E chegamos em nossa Crítica de número 10, justamente com esse icônico filme: ‘Vingadores: Ultimato’! Nada poderia ser mais adequado para um filme que despertou tanto hype e ansiedade em todo o mundo nos meses anteriores a sua estreia. O UCM ou Universo Cinematográfico da Marvel (em inglês – MCU – Marvel Cinematic Universe) teve início em 2008 com ‘Homem de Ferro’ (Iron-Man – 2008) e após 21 filmes (‘Vingadores: Ultimato’ é o de número 22) em sua maioria sucessos mundiais de bilheteria, era chegado a hora de dar um desfecho a toda a trama assim como encerrar o arco dos principais personagens. O enredo acompanha inicialmente em seu primeiro ato as consequências do ‘estalo’ do vilão Thanos (Josh Brolin) que havia dizimado metade dos seres vivos do universo em ‘Vingadores: Guerra Infinita‘ (Avengers: Infinity War – 2018) sempre dando um proposital destaque  aos seis Vingadores originais os quais sobreviveram a esse extermínio. Os diretores queridinhos do momento, Joe e Anthony Russo, comandam com competência esse desfecho pois já tinham mostrado enorme talento e respeito pelo material de origem em ‘Capitão América: O Soldado Invernal’ (Captain America: The Winter Soldier – 2014) – meu filme preferido entre todos -, Capitão América: Guerra Civil (Captain America: Civil War – 2016) e ‘Vingadores: Guerra Infinita’ (Avengers: Infinity War – 2018).

A árdua tarefa agora para roteiristas e direção era, além de lidar inicialmente com o famoso ‘estalo’, era a de criar uma historia onde os heróis tentassem reverter essas perdas, encerrar algumas participações pois certos atores não tinham mais contrato e finalmente sedimentar o futuro da Marvel já que a formação sofreu alterações mas o grupo terá que seguir adiante nas telonas. Tudo funciona muito bem em ‘Vingadores: Ultimato’ em suas mais de 3h de duração (sim, não beba muita água na seção para evitar sair da sala) possuindo somente pequenas falhas na trama que, girando em torno do mundo quântico, lida com  eventos temporais os quais são sempre muito complexos de terem todas as suas pontas soltas devidamente amarradas (ver parte de SPOILERS – no final). Entretanto, nada disso compromete a experiência do longa o qual tecnicamente beira a perfeição, seja na edição enxuta (sim, as 3h de duração foram realmente necessárias), trilha sonora envolvente e que emociona e efeitos de computação gráfica (CGI) bem renderizados. Um filme tão grandioso, sendo dirigido por diretores menos competentes, jamais teria sido feito em pouco mais de dois anos como ocorreu em ‘Vingadores: Ultimato’ e isso é outro motivo para realmente reverenciarmos a dupla de irmãos Russo.

(Leia Mais…)

Crítica | Shazam!

Alguns atores nasceram para certos personagens e desempenharam tão bem seus papéis de heróis que o grande público teria dificuldade em associar outros nomes aos icônicos super-heróis como é o caso de Robert Downey Jr. (Homem de Ferro/Tony Stark), Hugh Jackman (Wolverine), Christopher Reeve (Superman) e Ryan Reynolds (Deadpool). Bom, agora temos que por justiça incluir nessa lista o nome do ator Zachary Levi como Shazam pois sua escolha é de longe o maior acerto do filme do mesmo nome. Primeiramente temos que lembrar que o nome  Shazam é composto pelas inicias e dons de Salomão (sabedoria), de Hércules (força), de Atlas (vigor), de Zeus (poder), de Aquiles (coragem) e de Mercúrio (velocidade). Criado em 1940 por C. C. Beck e Bill Parker, o Capitão Marvel (hoje conhecido como Shazam) surgiu como uma alternativa da Fawcett Comics para combater o hype iniciado nos quadrinhos após a publicação de Superman. O personagem funcionou e tornou-se um sucesso de vendas e popularidade dai rapidamente foi levado a outras mídias, entretanto gerou uma ação por plágio por parte da DC Comics que entendeu que haviam similaridades gritantes com o seu personagem filho de Krypton com o famoso ‘S’ no peito.

A história de ‘Shazam!’ respeita a origem clássica herói onde Billy Batson (Asher Angel) tem apenas 14 anos de idade, mas recebeu de um antigo mago o dom de se transformar num super-herói adulto chamado Shazam (Zachary Levi). O tom leve do filme exagerando nas piadas (já antecipado nos primeiros trailers de divulgação) e se contrapondo com o tom ‘dark’ dos filmes anteiros da DC Comics dirigidos por Zack Snyder parece mesmo que será o caminho a ser seguido da empresa depois dos muito bem sucedidos ‘Mulher Maravilha’ (Wonder Woman – 2017) e ‘Aquaman‘ (idem – 2019). Comparações inevitáveis a parte, as piadas e a ‘pegada cômica’ de ‘Shazam!’ funcionam melhor e fazem bem mais sentido que as vistas no recente filme da Marvel, ‘Thor: Ragnarok’ (idem – 2017). Além dos dois atores que intercalam o herói adulto e adolescente, o elenco de apoio está igualmente afinadíssimo com destaque para a química entre Zachary Levi e o promissor ator Jack Dylan Grazer que interpreta Freddy Freeeman, irmão adotivo de  Billy Batson que possui mobilidade reduzida mas o ajuda muito em sua caminhada de descobertas.

(Leia Mais…)

Crítica | Capitã Marvel

Prepare-se Thanos, ela chegou! Hollywood vinha há muito tempo tentando emplacar um grande blockbuster com uma heroína mas sem sucesso, vide ‘Supergirl’ (1984), ‘Mulher Gato’ (2004), ‘Elektra’ (2005), ‘Æon Flux’ (2005) e ‘Tomb Raider: A Origem’ (2018), todos grandes desastres (memoráveis) de crítica e bilheteria. Foi somente com ‘Mulher Maravilha’ (Wonder-Woman – 2017) da concorrente DC, que através de uma arrecadação mundial girando os U$ 821,8 milhões e belas reviews, abriu-se novamente outros horizontes para personagens realmente poderosas na telona. ‘Capitã Marvel’ é o primeiro longa da ”casa das ideias” protagonizado de forma solo por uma mulher e além de ter que explicar a origem da heroína e sua ausência ao longo dos 19  filmes do MCU (Marvel Cinematic Universe) ainda, em tese, teria que fazer bonito na bilheteria para ser comparado com o box office da sua rival da DC, Mulher Maravilha. O filme não é necessariamente ruim, mas em nada inova em relação ao que já foi visto nos longas anteriores e claro, se não pertencesse ao universo já muito bem estabelecido da Marvel, seria totalmente descartável pois é inegável que sabermos mais sobre personagens já veteranos desse universo é um grande apelo para o público.

Trazer diretores até então pouco conhecidos para projetos de grandes orçamentos vem sendo uma especialidade da Marvel a qual vem tendo muita sorte nessa arriscada postura pois profissionais como ”Jon” Favreau, irmãos Russo, Ryan Coogler e James Gunn criaram verdadeiras obras primas nesse segmento e foram responsáveis pela estabelecimento e conexão desse icônico universo. Contudo, parece que dessa vez a direção dos pouco conhecidos Anna Boden e Ryan Fleck (Parceiro de Jogo – 2015) não fez bonito pois temos cenas de lutas medíocres e descartáveis, efeitos CGI mal elaborados que nos tiram da trama (notadamente quando a personagem está no auge de seus poderes) e diálogos bobos e com clichês permeando toda a trama já que o casal também assina o previsível roteiro. A trama do longa, ambientada nos anos 80, baseia-se resumidamente e de forma a não entregar muito aqui, entre a guerra travada pelas raças Kree e Skrull, onde a primeira ”adota” e treina a protagonista que encontra-se totalmente sem memória a cerca de seu passado e origem, contudo, sem trazer a competência vista em roteiros com a mesma linha narrativa como o excelente ‘A Identidade Bourne’ (The Bourne Identity – 2002) e ‘Amnésia’ (Memento – 2000).

(Leia Mais…)

Crítica | Alita: Anjo de Combate

Baseado no mangá Gunnm (“Gun-Mu”, algo como ‘A Arma dos Sonhos’, 銃夢), de Yukito Kishiro, ‘Alita: Anjo de Combate’ se passa no ano de 2563 onde um cientista de robótica chamado Dr. Dyson Ido encontra os restos de uma ciborgue abandonado em uma sucata e decide lhe dar um corpo e trazê-la a vida. O roteiro é bem simples e linear e no primeiro ato descobrimos que aquela inocente ”jovem” possui uma antiga mas inigualável programação para o combate. A partir daí conhecemos, do ponto de vista da protagonista, a sociedade atual que basicamente dividi-se entre a Cidade de Ferro onde a trama se desenrola e tomamos conhecimento muito superficial de Zalem, uma cidade flutuante feita para poucos ”eleitos” onde todos os demais sonham em ascender. A robótica é algo normal onde raros humanos não possuem partes biônicas em seus corpos e fica aqui o registro que os robôs no longa respiram e se alimentam. Finalmente, a sociedade ainda baseia-se na adoração de uma violenta disputa esportista chamada Motorball onde os ricos e poderosos, controlando os bastidores do esporte, distraem os cidadãos da Cidade de Ferro. As sequencias dessa disputa, apesar de bem realizadas, em nada acrescentam a trama e apenas funcionam como uma desculpa para vermos as habilidades da personagem e isso apresenta-se como uma falha dispensável no roteiro.

Os designers de produção Caylah Eddleblute e Steve Joyner criaram com primazia toda uma sociedade futurística decadente e híbrida entre humanos e robôs que de tão viva e real funciona como um personagem. Mas sem sombra de dúvida o ponto alto do filme é realmente a personagem título feita totalmente de CGI (computação gráfica) que se não fosse por seus olhos propositadamente aumentados (estilo mangá) esqueceríamos que ali estava uma personagem digital. A captura de movimentos ocorreu pela talentosa atriz americana de 34 anos, Rosa Salazar, a qual transpôs seus gestos e expressões para Alita resultando em uma interação entre atores reais e digitais que beira a perfeição, criando algo a ser imitado (ou pelo menos tentado) em futuras produções. Nessa linha de acertos do longa, fica a bela direção de Robert Rodriguez já que demasiadamente ocupado com as quatro sequencias de ‘Avatar’, James Cameron (Titanic – 1997) apenas figura como Produtor Executivo da película. Robert Rodriguez soube muito bem conduzir todos os aspectos técnicos do filme além de evitar os famigerados cortes nas sequencias de ação, as quais fluem com perfeição no desenrolar natural do longa. Planos bem abertos dão conta do recado e belas e pontuais câmeras lentas, necessárias para não perdermos nem um detalhe da ação, passam a sensação de que Cameron andou realmente dando uns ”conselhos” ao diretor ”gore” Robert Rodriguez (Um Drink no Inferno – 1996).

(Leia Mais…)

Crítica | Creed II

Quem diria que o filme ‘Rocky: Um Lutador’ (Rocky – 1976) ainda traria continuações e derivados (spin-offs) para uma audiência moderna no ano de 2018; bom isso aconteceu. Depois do excelente ‘Creed: Nascido para Lutar’ lançado aqui no Brasil no dia 6 de dezembro de 2015 era inevitável uma continuação que mostrasse mais da jornada do herói vivido pelo competente ator em ascensão Michael B. Jordan. O roteiro é simples e extremamente previsível, onde acompanhamos o agora campeão mundial Adonis Creed (Michael B. Jordan) que além dos desafios da paternidade (tema principal da narrativa) se vê obrigado a lidar com fantasmas do passado através do desafio imposto pelo filho de Ivan Drago (Dolph Lundgren), um pugilista forte e determinado a trazer de volta a fama e prestígio a família Drago. A talentosa e versátil atriz Tessa Thompson volta para a sequencia como companheira do protagonista e mostra mais uma vez que a excelente química do casal no primeiro longa agora está ainda mais evidente, tornando-se realmente o maior acerto da película. Sylvester Stallone, injustamente não agraciado com o Oscar por ‘Creed’, (perdeu o prêmio para o britânico Mark Rylance) retorna para o papel que o imortalizou, agora já recuperado do câncer, novamente fazendo o papel tanto de treinador como de pai para o jovem e talentoso pugilista.

Creed II é um filme para a nova geração mas que traz elementos nostálgicos para os telespectadores na casa dos 40 anos e não tem como não nos emocionarmos com o reencontro no restaurante entre Rocky e Drago, já antecipado nos trailers de divulgação do longa. Conversando com um público mais jovem comprovei que muitos não assistiram a nenhuma filme da saga Rocky, incluindo a ‘Rocky IV’ (Rocky IV – 1986) o que para mim seria essencial para a compreensão dos dilemas dos personagens na trama e suas respectivas motivações. Propositadamente o longa realmente insiste na nostalgia pois o treinamento para a grande e já sabida luta entre Adonis Creed (Michael B. Jordan) e Viktor Drago (Florian Munteanu) ocorre aos moldes de ‘Rocky IV’ onde o primeiro treina em um deserto empurrando pneus e o segundo em um ginásio extremamente bem preparado para a finalidade. Aqui vale lembrar que o ator Florian Munteanu é um lutador profissional romeno e por incrível que pareça também entrega uma boa interpretação nas cenas dramáticas (poucas) que ocorrem com seu pai, Ivan Drago (Dolph Lundgren).

(Leia Mais…)

Crítica | Aquaman

Depois dos sucessivos fiascos da DC Comics no cinema culminando com o fraquíssimo ‘Liga da Justiça’ (Justice League – 2017) o qual arrecadou míseros U$ 657 milhões mundialmente (sim, para os padrões dos super heróis é um valor bem baixo) o anunciado filme do Aquaman foi recebido de forma bem morna pois o público não sabia qual seria a exatamente o rumo que o projeto seguiria. Vale lembrar que o personagem criado por Paul Norris e Mort Weisinger que fez sua estreia nas revistas em quadrinhos More Fun Comics #73 no ano de 1941 nunca foi realmente levado muito a sério pelos leitores e essa ‘pegada’ bem humorada perdurou até sua inclusão nos desenhos animados posteriores pois ele falava com sardinhas em lata em supermercados sem o menor receio de ser ridicularizado. No cinema, o personagem fez sua estreia como integrante do grupo Liga da Justiça no filme do mesmo nome, mas sem grande destaque pois seu ambiente aquático não teria como ser devidamente abordado naquela ocasião além de que seu espaço em tela teria que ser dividido entre os demais membros do famoso time. Mesmo com o fracasso de bilheteria do filme da equipe, a DC Comics ainda quis apostar no filme solo do Rei de Atlantis e contratou o competente diretor James Wan (Velozes e Furiosos 7) para roteirizar o dirigir essa que talvez fosse a última aposta contra o universo já bem estabelecido criado pela concorrente Marvel.

Os trailers, sempre repletos de spoilers dispensáveis da trama, já encantaram o público pelo visual colorido e pelos efeitos especiais debaixo da água e quando o longa estreou em dez/2018 já tratou de quebrar vários recordes de público e até o fechamento da matéria a arrecadação mundial já estava bem próxima de alcançar o seleto grupo do U$ 1 bilhão. Aquaman de imediato já faz questão de mostrar que rompeu com a estética ‘dark’ e monocromática do diretor Zack Snyder (Man of Steel – 2013; Batman vs. Superman: Dawn of Justice – 2016) pois traz visuais extremamente coloridos sem medo de ser chamado de brega (aliais, o filme se assume dessa forma). No longa, recheado de flashbacks, vemos o mestiço (meio homem, meio ser subaquático) tentando achar seu lugar entre esses dois mundos sem na realidade pertencer a nenhum deles. Essa característica híbrida é tida por sua mãe como a possibilidade justamente dele ser essa ponte entre a terra e o mar, trazendo paz e harmonia entre eles. Entretanto, nessa jornada o herói deve lidar com seu meio irmão e um outro vilão secundário que busca vingança pela morte de seu pai.

(Leia Mais…)

Crítica | O Doutrinador

Primeiramente vamos deixar claro que o título do filme ‘O Doutrinador’ em tese indicaria que o protagonista ensinaria e/ou doutrinaria seus desafetos já que o adjetivo substantivo masculino em questão indica ‘que ou aquele que doutrina; doutrinante’. Contudo, o que vemos na telona são verdadeiras execuções e se as infelizes vitimas são doutrinadas, esses ensinamentos são recebidos diretamente através do criador. Depois desse esclarecimento inicial, o longa nos apresenta uma corajosa guinada no gênero do cinema brasileiro, saindo das produções de comédias bobinhas ou dramas regionalistas, e se aventurando em uma história de um anti-herói já há bastante tempo explorada com sucesso em Hollywood. Nesse sentido, toda a produção do longa ‘O Doutrinador’ merece bons aplausos pela iniciativa pioneira, porém no aspecto de nos entregar um resultado satisfatório acredito que ainda não foi dessa vez como veremos a seguir. Na trama do filme, ambientada em um Brasil propositadamente alternativo, acompanhamos o policial Miguel (Kiko Pissolato) um policial de um destacamento especializado em investigar desvios de verba na saúde (entre outros), resolvendo logo após uma tragédia familiar) abraçar uma jornada pessoal de vingança contra autoridades corruptas. Inspirado demasiadamente e assumidamente por filmes de personagens de diferentes franquias norte-americanas como John Wick, Rorschach (do excelente filme ‘Watchmen’) e Justiceiro (somente para citar alguns) o criador da HQ de base, Luciano Cunha, também nos entrega uma fiel escudeira ao anti-herói, na pele de uma hacker de alcunha Nina (Tainá Medina) para fechar de vez o manual dos super-heróis já amplamente manjado pelo público do referido gênero.

(Leia Mais…)

Crítica | Venom

Por mais que os filmes de super-heróis estejam na moda e trazendo milhares de dólares aos cofres dos estúdios, convenhamos que não é comum um vilão de um determinado herói ganhar um filme solo. Contudo, a Sony (detentora dos direitos do Spider-Man) parece querer expandir o universo do amigo da vizinhança e até chegou a divulgar oficialmente o nome desse projeto paralelo: “…Universo Marvel da Sony…” (Sony’s Universe of Marvel Characters ou SUMC). Ao que tudo indica, e ‘Venom’ não foi exceção, esse universo não seria atrelado à franquia do Spider-Man estrelada pelo ator Tom Holland e no futuro poderá trazer filmes do Vampiro Morbius, Gata Negra (Black Cat), Sabre de Prata, Kraven, entre outros. Existe um boato de que a conhecida parceria atual entre a Sony e a Marvel, em que a primeira vem cedendo os direitos de produção dos filmes do Spider-Man à “Casa das Ideias” (filmes solos e participações nos Vingadores), impediria a exploração de seu mais importante herói pela primeira durante a vigência desse acordo. Se essa teoria estiver correta, isso explicaria o fato da Sony se ver obrigada, durante esse período, a tentar lucrar com os vilões desse universo, que obviamente ficaram de fora desse acordo. O fato é que ‘Venom’ já é uma realidade e inquestionavelmente marcou a estreia do SUMC para o bem ou para o mal.

No longa, vemos um projeto espacial dar errado mas que consegue trazer à Terra (mesmo com um grande acidente) espécimes alienígenas vivos, devidamente capturados pela empresa que financiou a tal viagem. Posteriormente é revelado que esse simbiótico somente consegue sobreviver em nosso planeta devidamente unido a um hospedeiro compatível com o seu DNA. Essa boa ideia de criar uma condição especial para a união entre humanos e alienígenas (não presente nos quadrinhos) baseada na genética é a única coisa que funciona em ‘Venom’ já que de resto vemos um desastre colossal na telona. A trama e origem do anti-herói Venom foi totalmente remodelada objetivando criar uma narrativa em que não precisasse existir o Spider-Man (talvez pelas cláusulas do acordo como já foi mencionado), razão pela qual seu traje preto não contenha a famosa aranha branca estampada do peito. A direção de Ruben Fleischer faz o que pôde com um roteiro escrito a cinco mãos suavizando todas as cenas em que o vilão título devora a cabeça de seus desafetos (amplamente mostrado nos trailers) simplesmente cortando totalmente o momento final da investida.

(Leia Mais…)