Nas guerras a cavalo da antiguidade era melhor ter já um grande cavaleiro e ensiná-lo a atirar com arco e flecha ou já conseguir um grande arqueiro e lhe ensinar a cavalgar? Em Hollywood quando se trata de biografias esse dilema se apresenta na forma de já ter um bom ator e torná-lo razoavelmente semelhante fisicamente com o personagem ou obter alguém bem parecido com a pessoa biografada e treina-lo como ator? No cinema, historicamente, optou-se em priorizar o ator – como no caso do vencedor do Oscar Rami Malek que ganhou Melhor Ator por ‘Bohemian Rhapsody‘ – entretanto, em ‘Michael’ (idem – 2026) a coisa se deu arriscadamente ao inverso. Sim, na biografia do Rei do Pop foi escolhido para interpreta-lo o seu sobrinho, Jaafar Jackson, que apesar de enorme semelhança com o astro e ser um excelente dançarino, não possui qualquer experiencia artística dramática até esse momento. Aposta arriscada, mas o jovem ator deu conta do aguardado trabalho com o tempo que possuía e claro, encarnou como ninguém seu falecido tio nos momentos de danças como poucas pessoas no mundo conseguiriam.
