‘Zona Zero’ (Colony) é daqueles filmes que deixam uma sensação curiosa depois dos créditos: ao mesmo tempo em que impressiona pela intensidade e pela criatividade de sua ameaça, também carrega inevitavelmente o peso de ser comparado a obras anteriores do mesmo diretor. Yeon Sang-ho alcançou um patamar difícil de superar com ‘Invasão Zumbi’, filme que conseguiu transformar uma história de mortos-vivos em um espetáculo de ação tão frenético quanto emocional. Em ‘Zona Zero’, porém, o cineasta parece menos interessado em repetir aquela fórmula e mais disposto a explorar novas possibilidades dentro do gênero. O resultado talvez não tenha o mesmo impacto emocional de seu trabalho mais famoso, mas compensa isso com uma atmosfera sufocante e uma ameaça que se torna progressivamente mais perturbadora. A história parte de uma premissa relativamente simples: durante uma conferência de biotecnologia, um antigo funcionário decide acertar contas com a empresa responsável por sua demissão e libera dentro do prédio um fungo capaz de infectar os presentes. O que começa como um ato de vingança rapidamente se transforma em uma luta desesperada pela sobrevivência. Presos em um enorme edifício e cercados por uma infecção que parece fugir completamente ao controle, os personagens precisam não apenas encontrar uma saída, mas compreender contra o que estão lutando.
