Mês: julho 2026

Crítica I A Odisseia

Totalmente filmado com as enormes – e difíceis de trabalhar – câmeras IMAX 70mm, tive a oportunidade de ver antecipadamente na Cabine de Imprensa a mais nova produção do aclamado diretor Christopher Nolan, ‘A ODISSEIA’. Baseado no milenar poema de Homero, lendário poeta da Grécia antiga, ‘A ODISSEIA’ faz questão de manter o universo de mitos, deuses e heróis da obra original, contrapondo-se com o tom mais realista visto nos longas anteriores do cineasta. Agora, Nolan transformou a jornada de Odisseu (Matt Damon) em uma história sobre culpa, guerra e o desejo de voltar para casa, tudo isso auxiliado por uma magnifica fotografia e cenários práticos que de fato auxiliaram no desenrolar da narrativa. Existe uma linha tênue entre a liberdade criativa do diretor (e roteirista) com possíveis acenos para elementos da cultura woke, mas o fato é que o longa mesmo antes da sua estreia causou alguns protestos online notadamente por algumas escalações e mudanças de personagens que, segundo os críticos, teriam sido descaracterizados na adaptação de 2026. 

Temos que destacar a excelente química entre o casal principal de protagonistas onde Matt Damon (Odisseu) e Anne Hathaway (rainha Penélope) nos brindam com diálogos convincentes que tentam antever os problemas da separação que se avizinha pela necessidade de se iniciar – e finalizar – a tomada de Troia. O elenco de apoio está incrivelmente afinado e conta nomes e interpretações de peso com Charlize Theron (Calipso), Robert Pattinson (vilão Antínoo), Lupita Nyong’o (Helena de Troia) e Tom Holland (Telêmaco, o filho de Odisseu0), mas para mim quem de fato rouba a cena é o personagem cego Eumeu trazido à vida pelo sempre talentoso John Leguizamo que na trama se mostra um dos poucos amigos que se mantiveram fiéis na ausência de Odisseu (Matt Damon). Um pouco decepcionante foi a transposição do Rei Agamenon (Benny Safdie) que apesar de ter sido uma figura marcante nos trailers e estampar o cartaz principal do longa, não teve muito tempo de tela nem um maior aprofundamento em suas motivações e objetivos.

(Leia Mais…)

Novo Superman terá retorno de Xolo Maridueña como Besouro Azul, diz insider

As filmagens deMan of Tomorrow’ (Homem do Amanhã, em tradução livre), a sequência deSupermande James Gunn, seguem em andamento, e uma novidade no elenco está sendo alarmada por insiders. Segundo informações de Daniel Richman, o DanielRPK, e do perfil HablemosdecineX, Xolo Maridueña foi visto no set, retornando com seu papel como oBesouro Azul‘. Não há confirmação oficial, então trate a informação como rumor. ale lembrar que em novembro de 2024, Xolo Maridueña havia confirmado que voltaria a viver Jaime Reyes em uma nova série animada do personagem. Em entrevista ao canal Hablemos de Cine, o ator brincou que “só há um Besouro Azul” e comentou que está ansioso para o futuro do personagem: “Estou muito animado. Continuar a história de Jaime é uma honra, e mal posso esperar para ver onde isso vai dar. Só sei que está prestes a se tornar o próximo anime mais insano“.

Sam Neill, astro de Jurassic Park, morre aos 78 anos

O ator neozelandês Sam Neill morreu nesta última segunda-feira (13). A causa da morte não foi confirmada, mas Neill foi diagnosticado em 2023 com linfoma de células T angioimunoblástico. O anúncio foi feito pela família de Neill através das redes sociais do ator. Veja abaixo.

“É com imensa tristeza que a família de Sam Neill comunica seu falecimento, ocorrido na segunda-feira, 13 de julho, em Sydney, Austrália. Sam estava cercado por seus familiares e partiu com a dignidade que marcou toda a sua vida. A perda foi repentina e inesperada, mas houve o conforto de saber que Sam permaneceu livre do câncer. A família gostaria de expressar sua profunda gratidão à equipe do St Vincent’s Private Hospital pelo cuidado excepcional. Mais detalhes serão divulgados posteriormente; por ora, em nome da família, pedimos que respeitem a privacidade deles enquanto atravessam este momento de perda imensurável.”

Neill é mais conhecido pelo personagem Alan Grant no clássico “Jurassic Park“, de Steven Spielberg, tendo reprisado o papel em “Jurassic Park III” e, mais recentemente, em “Jurassic World: Domínio“. Sua estreia em longas metragens veio em 1977, em “Sleeping Dogs“, tendo alcançado status internacional em 1981 no clássico de terror “Possessão“, de Andrzej Zulawski. Ele também esteve em clássicos como “A Caçada ao Outubro Vermelho“, “O Enigma do Horizonte“, “O Homem Bicentenário” e “A Incrível Aventura de Rick Baker.” Na televisão britânica, Neill marcou época na série “Reilly, Ace of Spies“, tendo também atuado em “The Tudors” e, mais recentemente, em “Peaky Blinders“. Sam Neill deixa quatro filhos e oito netos.