Criar uma continuação mantendo o que funcionou no longa original e ao mesmo tempo trazer novos elementos nunca é uma tarefa simples já que o público espera reconhecer a identidade do filme original, mas também deseja se surpreender com algo novo. Quando o primeiro filme se apoia em uma premissa tão extrema quanto a de ‘A Queda’ (Fall – 2022), o desafio aumenta consideravelmente. Afinal, superar a sensação de vertigem e desespero provocada pela história de duas mulheres presas no topo de uma torre de centenas de metros parecia quase impossível. Dirigido pela dupla Peter e Michael Spierig, ‘A Queda 2: No Limite’ consegue recuperar grande parte da tensão que tornou o primeiro filme memorável. Em vez de repetir exatamente a mesma fórmula, a sequência amplia o conceito ao transportar o terror das alturas para uma travessia montanhosa ainda mais perigosa.

O problema é que o roteiro insiste em reproduzir alguns dos recursos dramáticos e das reviravoltas emocionais do original, o que acaba diminuindo a força de uma narrativa que funciona muito melhor quando aposta apenas na sobrevivência. A protagonista agora é Jax Hunter (Harriet Slater), irmã de Shiloh, personagem cuja morte marcou profundamente os acontecimentos do primeiro filme. Enquanto organiza os pertences deixados pela irmã, Jax conhece Luce (Arsema Thomas), grande amiga de Shiloh, que propõe uma homenagem ousada: completar a lendária travessia conhecida como Cotovelo do Diabo, localizada nas montanhas da Tailândia. Movida pela culpa das últimas palavras que dirigiu à irmã, Jax aceita enfrentar o desafio na esperança de encontrar algum tipo de redenção.

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